Julho 10, 2011

A emblemática fuga de Murdoch de câmeras e microfones

Rupert Murdoch continua no olho do furacão da mais recente crise política britânica, decorrente da instalação ilegal de grampos para escuta telefônica por um de seus tablóides, o 'News of the World', contra as mais diversas personalidades da Grã-Bretanha.

As imagens de Murdoch fugindo das câmeras e dos microfones são simbólicas e históricas. São emblemáticas do comportamento deste magnata da mídia, que manipula o poder na Grã-Bretanha, que usou os veículos de comunicação que controla para defender o antieuropeismo.

Por que essa defesa? Porque o antieuropeismo significa regulação e concorrência, ou seja, tudo o que Murdoch odeia e luta contra, para tanto usando todas as armas sujas como agora o mundo toma conhecimento. Lá na Inglaterra, como aqui, os donos da mídia querem controlar o poder político, fazer e desfazer governos monopolizar a informação e usar o poder da imprensa para a luta política.

O império midiático de Murdoch (hoje presente na Grã-Bretanha, Estados Unidos, Austrália, China, Índia, Alemanha, Itália e Canadá)  fatura 22 bilhões de euros e atinge todas as mídias - TV, jornais, editoras, publicidade, cinema e entretendimento. Um verdadeiro polvo em nível mundial.

Outra lição para o Brasil: lá, como aqui, os donos da mídia se consideram acima de princípios consagrados, inclusive em legislações dos países civilizados e democráticos, como as leis que estabelecem sigilo e segredo de justiça em processos, o direito de resposta, e exigem o respeito à imagem, à presunção da inocência e às garantias individuais sagradas.


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